Nas últimas décadas, vi a batalha entre profissionais de TI e cibercriminosos se intensificar. As ameaças evoluíram, mas uma tática infelizmente continua eficaz: o roubo de credenciais. Senhas vazadas ou exploradas ainda são uma porta escancarada para invasores, mesmo diante de tantos alertas sobre segurança digital. Foi nesse cenário que a autenticação multifator (MFA) ganhou protagonismo, e com justiça, na minha avaliação.
Por que credenciais são alvo constante?
Observei ao longo da minha experiência que as credenciais são o elo mais fraco de muitos sistemas. Elas são fáceis de compartilhar, anotar de forma insegura, esquecer ou simplesmente reutilizar, criando um ciclo de vulnerabilidade. Estudos do CTIR Gov apontam o aumento dos vazamentos de credenciais em ambientes corporativos e governamentais, indicando que o problema só cresce.
Basta uma senha vazada para comprometer todo um ambiente.
Como a MFA interrompe o ciclo de ataques?
Em meus projetos, sempre recomendo a adoção de mais de uma barreira para autenticação. A MFA surgiu justamente para corrigir o maior erro: confiar 100% em uma senha. Esse mecanismo exige dois ou mais fatores independentes para liberar o acesso, tornando as tentativas de invasão altamente improváveis.
- Algo que só o usuário sabe (senha ou PIN)
- Algo que só o usuário possui (celular, token, app autenticador)
- Algo que é parte do usuário (biometria, reconhecimento facial)
Quando um invasor consegue uma senha, ele costuma esbarrar na barreira extra. Mesmo que tenha a senha correta, continua bloqueado se não tiver o outro fator. O SERPRO confirma que a MFA é peça-chave em estratégias de defesa em profundidade, dificultando acessos não autorizados mesmo em situações de vazamento.
Quão efetiva é a redução dos ataques?
Me chamou muito a atenção, em pesquisas recentes, a afirmação de que o uso da MFA pode bloquear até 99% dos ataques envolvendo senhas roubadas ou adivinhadas. O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos defende fortemente esse número ao recomendar a verificação em duas etapas no acesso ao GOV.BR – mostrada em sua orientação oficial como uma barreira efetiva contra fraudes e acessos não desejados.

Na prática, ouço relatos de equipes de TI que, ao ativar a MFA em sistemas críticos, observaram sumiço quase total de incidentes de acesso indevido por senha vazada. O Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região, por exemplo, reforçou a segurança de processos eletrônicos com adoção obrigatória da MFA, trazendo ainda mais confiança para profissionais e usuários.
A diferença entre MFA e senha forte
Frequentemente, perguntam se uma senha forte já não seria proteção suficiente. Com base em experiências e estudos, posso afirmar: senhas robustas dificultam, mas só a MFA realmente bloqueia acessos indevidos quando há um vazamento. As boas práticas de senha aumentam a proteção, mas a barreira extra da MFA mantém o sistema seguro mesmo que a senha seja descoberta.
Na Movitera, centralizamos cofres de senhas e processos integrados de gestão de TI, e percebo que a combinação dessas práticas com MFA reduz drasticamente a necessidade de contenção de incidentes. O impacto é visível: menos horas gastas corrigindo falhas e mais tempo dedicado à estratégia e inovação.
Dificuldades e adaptações ao implantar a MFA
Já acompanhei algumas equipes que relutaram em adotar MFA, sobretudo por achar o processo mais “trabalhoso”. No início, há certo incômodo, depender do celular ou de tokens físicos pode parecer um obstáculo. Mas, com o tempo, essa rotina se torna natural, principalmente quando todos percebem o valor de ter uma camada extra de proteção. A centralização oferecida pela Movitera garante que o controle das credenciais, fornecedores e acessos seja unificado, minimizando fricções e favorecendo a adoção.
Além disso, o gerenciamento de senhas aliado à MFA ajuda a corrigir falhas comuns, como a perda de senhas quando colaboradores deixam a empresa. Recomendo, inclusive, conteúdo como este artigo que fala sobre redução de riscos na saída de funcionários. O resultado prático é um ambiente mais seguro e organizado.
Dicas para adoção segura da MFA
Em minha experiência, aproveito para listar práticas que fazem toda a diferença no sucesso da implantação da MFA:
- Treine as equipes e explique o motivo por trás da MFA;
- Dê opções de métodos (aplicativo autenticador, SMS, biometria) para diferentes necessidades;
- Monitore tentativas de acesso com falha, sinal de ataque em curso;
- Revise acessos regularmente e desative contas antigas;
- Inclua MFA nas ferramentas de senhas e cofres digitais, como aqueles integrados pela Movitera;
- Comunique qualquer falha (como perda de token) imediatamente para TI.
Links úteis para quem cuida de senhas e acessos
Se você deseja ir além na proteção, recomendo a leitura de conteúdos sobre segurança da informação, além de artigos essenciais como o papel dos cofres de senhas e erros comuns ao guardar credenciais. Todos esses temas dialogam com o propósito da Movitera, que é simplificar o dia a dia do time de TI, reforçando cada camada de defesa.
Conclusão: MFA é indispensável na proteção de credenciais
Se algum conselho posso deixar após acompanhar tantos incidentes de segurança, é este: não confie apenas em senhas para proteger seus sistemas e dados. A MFA não é mais tendência; é consenso entre organizações e especialistas de que, com ela, o risco de ataques de credenciais é reduzido em até 99%. E para quem deseja centralizar rotinas de segurança, gestão de acessos e fornecedores, como vejo funcionando na Movitera, o impacto é ainda mais expressivo: menos incidentes, menos stress e mais tranquilidade para inovar.
Quer saber como unir ferramentas, implementar MFA de verdade e proteger os dados da sua empresa? Fale com a Movitera e descubra como transformar o dia a dia da sua equipe de TI com mais organização e segurança real.
Perguntas frequentes sobre autenticação multifator
O que é autenticação multifator (MFA)?
A autenticação multifator é um método de segurança que exige dois ou mais fatores diferentes para liberar o acesso de um usuário a um sistema. Esses fatores são geralmente divididos entre algo que você sabe (como senha), algo que você tem (um celular ou token) e algo que você é (biometria).
Como funciona a autenticação multifator?
O funcionamento da MFA é simples: ao tentar acessar um sistema, além da senha tradicional, o usuário deve apresentar outro fator de autenticação, como um código enviado para seu celular ou sua impressão digital. Dessa forma, mesmo que alguém descubra a senha, não conseguirá acessar sem a outra prova.
A MFA realmente previne ataques de senha?
Sim, pesquisas apontam que a implantação da MFA é capaz de bloquear até 99% dos ataques baseados em roubo ou adivinhação de senha. Isso acontece porque o invasor precisaria não só da senha, mas também do segundo fator, que costuma estar protegido fisicamente com o usuário.
Vale a pena ativar MFA em tudo?
Na maior parte dos casos, recomendo ativar MFA sempre que possível, principalmente em sistemas críticos ou que tenham dados sensíveis. Essa camada extra de segurança compensa o pequeno incômodo da autenticação extra e costuma ser o diferencial na hora de bloquear acessos indevidos.
Quais são os métodos de MFA mais seguros?
A ordem de segurança dos métodos normalmente é: autenticação via app autenticador (como Google Authenticator ou similares), tokens físicos (chaves U2F) e, por fim, SMS. Autenticação baseada em aplicativo ou biometria são as opções mais seguras disponíveis à maioria dos usuários.